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Crédito: Divulgação CDHU/Habitação

27/09/2019 Sexta-feira 16:30hs

A maioria das famílias das palafitas do Jardim São Manoel, em Santos, já se mudou para conjunto habitacional da CDHU

Quase 65% das famílias moradoras do bairro Jardim São Manoel, em Santos, contempladas com novas moradias da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) já fizeram suas mudanças para seus novos apartamentos no Conjunto Habitacional Santos O, entregues há cerca de três meses, pela Secretaria de Estado da Habitação. As famílias beneficiadas viviam irregularmente em área de mangue, em condições extremamente precárias em palafitas ou em barracos improvisados, com riscos de desabamentos, doenças, enchentes e contato com animais peçonhentos.

Destas 165 famílias contempladas em junho último, todas cadastradas previamente pela Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab), 107 já se mudaram para os novos apartamentos. As 58 famílias restantes devem se mudar até o fim do mês de outubro. As mudanças são comandadas pela Cohab e combinadas com as famílias. Após a transferência das famílias, são feitas as demolições dos barracos construídos irregularmente na área de mangue no Jardim São Manoel. Até o momento, 50% das demolições já foram executadas.

Morador do Santos O desde o mês de junho, o operador de máquinas Claudemir da Silva Brandão, de 42 anos, esteve recentemente na área de sua antiga moradia no Jardim São Manoel, demolida há poucas semanas. Ele conta que, antes de construir sua casa na área de mangue, morava de aluguel com a esposa, de 36 anos, e os três filhos, de 18, 13 e 10 anos. Mas o dinheiro que ganhava não dava conta de pagar o aluguel e a família acabou indo parar no Jardim São Manoel. "Minha sogra comprou esse terreno há doze anos e nós resolvemos construir aqui. Mas sabíamos que era irregular e que algum dia precisaríamos sair", comenta.

Claudemir relembra, com um semblante triste, do momento em que chegou ao mangue. "Eu não tinha dinheiro, então construí um barraco de palafita em cima da maré. Por anos, nós convivemos com ratos, baratas e mal cheiro", diz. Cansado de ver os filhos naquela situação, aos poucos o operador foi jogando areia embaixo do barraco para aterrar a moradia. Chegou a dar o carro que tinha a um pedreiro para que, em troca, fosse construída uma casa de alvenaria no mesmo terreno. A situação melhorou, mas, segundo ele, ainda não era ideal. "Eu sempre tive o sonho de conseguir um apartamento da CDHU. Quando vieram aqui dizer que fomos contemplados com uma unidade da Companhia e que eu e minha família teríamos a oportunidade de deixar essa vida para trás, chorei de emoção", relata ele, ressaltando que a adaptação da família foi rápida e que não vive mais com a insegurança de desabamento.

Grande parte das famílias que ainda estão no local aguarda ansiosa pela mudança para o novo empreendimento. A dona de casa Maria de Fátima da Silva, de 56 anos, é uma dessas pessoas. O marido de Maria, de 66 anos, está acamado por conta de uma doença degenerativa e precisa de cuidados integrais. O filho do casal, de 30 anos, atualmente desempregado, também vive com eles. "Eu moro aqui em São Manoel há mais de 30 anos. Quando cheguei, era tudo água e mato. Nós vivemos por anos em um barraco infestado de caranguejos, ratos, sem banheiro, energia e água. Só depois que um vizinho ligou uma luzinha e um cano de água improvisado atrás do barraco é que conseguimos ter acesso a essas coisas básicas", conta ela.

No início, Maria de Fátima vivia com o marido e os quatro filhos pequenos em um barraco de palafita de um único cômodo. "A gente se acostuma", diz ela. A história de Maria é semelhante à de Claudemir: com o passar dos anos, ela também foi aterrando sua moradia e transformou o barraco em uma casa de alvenaria. Agora, aguarda pela mudança para o novo apartamento no conjunto Santos O. "Aqui nós não temos papel algum que comprove que a casa é nossa, nenhuma garantia, porque é área irregular. Lá no prédio da CDHU, vamos ter uma moradia para chamar de nossa. Se um dia eu tiver que provar que é minha, vou ter um documento oficial para isso. E isso é o que mais nos alivia", desabafa ela, emocionada. "Estou ansiosa para viver em um lugar com mais higiene". A mudança de Maria está agendada para o mês de outubro.

Vistoria prévia e apoio aos moradores - Antes da entrega das moradias, a CDHU realiza vistoria prévia em todos os apartamentos para garantir todo o conforto e infraestrutura. No momento da mudança e ocupação das unidades, a Companhia promove, com cada um dos moradores, o check-list. A iniciativa engloba ainda tanto a orientação social quanto a condominial, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos novos mutuários. Os novos moradores são apoiados e orientados no acesso aos equipamentos e serviços públicos oferecidos pelo Estado e município, além de receberem informações sobre direitos e deveres na manutenção de suas moradias e convivência em condomínio. A Companhia também mantém no local, durante todo o período de mudanças, a construtora responsável pelas obras do conjunto, para atender os moradores e realizar possíveis manutenções que sejam necessárias.

Destas 165 famílias, 97% têm renda de até três salários mínimos e pagam, ou irão pagar, prestações que correspondem a 15% dos rendimentos familiares. Os valores das prestações são definidos individualmente com cada família – isso porque o Governo do Estado mantém política de subsídio em que as prestações são calculadas conforme as rendas familiares.

A CDHU investiu R$ 43,4 milhões no empreendimento Santos O - que, ao todo, tem 205 apartamentos, distribuídos em dois lotes residenciais. Destas unidades, 40 já foram entregues em junho de 2018. São apartamentos com dois e três dormitórios e área construída de 61,16 m² (dois dormitórios), 61,84 m² (dois dormitórios, unidade adaptada) e 84,95 m² (três dormitórios). O conjunto é dotado de acessibilidade, inclusive de apartamentos para pessoas com deficiência, com cinco unidades exclusivas para esse grupo. Todas as unidades são destinadas ao reassentamento das famílias provenientes da ocupação irregular no Jardim São Manoel.

Os imóveis incorporam melhorias estabelecidas como padrão de qualidade pela Secretaria de Estado da Habitação e têm completa infraestrutura: paredes internas executadas em drywall, (portanto, resistentes à umidade); piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos no banheiro e na cozinha, medidores individuais de consumo de água e gás. O conjunto possui redes de drenagem, água, esgoto e gás; ruas pavimentadas e iluminadas, estacionamento com 88 vagas, paisagismo, áreas ajardinadas, playground e centro de convivência. Fica localizado na rua Doutor João Carlos de Azevedo, nº 650 – Jardim São Manoel.

Fonte: Superitendência de Comunicação Social
 

Crédito: Divulgação CDHU/Habitação
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